Pense Melhor!
Espaço em que serão expostos e debatidos, sem periodicidade definida, diversos assuntos de nossa sociedade. O blog é aberto a postagens também de artigos opinativos de autoria de terceiros, desde que submetidos ao dono do espaço previamente para aprovação. São muito bem vindos todos os comentários de visitantes, mesmo que em discordância ao teor das postagens. Esse espaço é acima de tudo democrático. Vamos as discussões!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
VIVER OU JUNTAR DINHEIRO by Max Gehringer
sexta-feira, 29 de abril de 2011
SEIS MESES EM SEIS DIAS
Mas o que acontece com uma diferença tão grande assim? Porque uma ponte que cedeu alguns centímetros aqui no Brasil há uma hipótese (veja bem, é apenas uma HIPÓTESE) de que será reconstruída em 6 meses, enquanto um trecho de 150 metros totalmente arrasado é reconstruído perfeitamente em apenas 6 dias. Está duvidando? Veja a foto ao lado com o trecho já totalmente reconstituído, apenas 6 dias depois (NÁO ME CANSO DE FALAR).
quarta-feira, 6 de abril de 2011
TRÍPLICE FRONTEIRA - O DINAMISMO DA ATIVIDADE TURÍSTICA NA REGIÃO
O Paraguai é um caso aparte, simplesmente inacreditável. Cenário ao mesmo tempo caótico, feio, sujo, lotado, propício para compras, extremamente barato, quente, etc. É difícil expressar em palavras como é a experiência de ir na Ciudad del Este pela primeira vez. Mas nesse dia foi apenas pra ter o primeiro impacto e a sensação não foi das melhores, alguns momentos a gente até pode pensar naquela frase "seria cômico, se não fosse trágico".sexta-feira, 11 de março de 2011
Carnaval: contraponto a opinião da jornalista paraibana
Esse é o vídeo que inspirou a minha resposta:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xY2BSJ6Xttg
Vou começar tentando fazer o contraponto aos principais pontos que a jornalista levanta em seu discurso, e levando minha contribuição com opiniões pessoais embasadas em estudos e experiências que me ajudaram a formar tal ponto de vista.
Primeiramente ela começa falando que o carnaval não é uma festa de origem brasileira, o que de fato é verdade. Mas ela fala isso como se esse fato fosse diminuir a manifestação, que do ponto de vista lúdico e cultural, pode sim ser considerada, no formato atual, uma festa brasileira. E qual seria o problema com isso? O macarrão não é uma invenção italiana; o futebol não é um esporte criado no Brasil; Lula não foi um Presidente letrado. Tal afirmação é apenas o início da demonstração de como o discurso da jornalista segue numa linha de tendencionismo e preconceito com tal manifestação, pois demonstra uma visão estereotipada e reduzida do fenômeno em questão.
O carnaval é um feriado eclesiástico, pois tem como base o feriado da semana santa. A terça-feira de carnaval é sempre 47 dias antes da sexta-feira da paixão, outro feriado eclesiástico que faz parte do calendário litúrgico ao redor do planeta nas sociedades cristãs. A origem do carnaval, segundo pesquisadores, data do século VII, quando definiu-se que num determinado período do ano as pessoas deveriam cumprir a chamada “quaresma”, que seria um momento de reflexão sobre a espiritualidade, onde deveria-se evitar festas, consumo de carne vermelha, sexo, etc. E o primeiro dia dessa quaresma seria a quarta-feira de cinzas. O que acontece é que as pessoas sabendo que iriam ter que cumprir tal sacrifício durante 40 dias, os dias que antecediam a quarta de cinzas eram marcados por grandes momentos de festa.
Num segundo momento ela afirma que o carnaval não é uma festa popular, usando o termo “balela” para os inocentes que utilizam de tal argumento. Ela diz que não é uma boa oportunidade para pequenos empresários, generaliza de forma grotesca, demonstrando grande desconhecimento sobre o que de fato acontece ao redor do país, generalizou, e quem generaliza corre grande risco de falar bobagem. Eu poderia citar aqui umas 100 (isso mesmo, cem) cidades pelo menos no Brasil que são adeptas de práticas populares no seu carnaval. Mas para evitar o desgaste meu e do leitor, gostaria de citar minha cidade natal, Belo Horizonte/MG e mais outro exemplo no interior do meu estado. Belo Horizonte já teve sim tradição em carnaval, tal como acontece (guardadas as devidas proporções) no Rio de Janeiro. Já foi, outrora, considerado o segundo melhor carnaval do país. Hoje a cidade tenta de forma tímida com grandes dificuldades manter a tradição de carnaval com seu desfile de escolas e blocos caricatos. O carnaval está fraco, sim está. Mas ele é um carnaval 100% gratuito, onde as pessoas que quiserem podem ir acompanhar o desfile das escolas e se divertir um bocado. Nesses dias o transporte público tem uma promoção, onde o usuário paga somente uma passagem com seu cartão de transporte público local, para transitar a vontade pela cidade, ou seja, é possível um cidadão sair de sua casa gastando algo em torno de 3 reais e curtir um carnaval. Nas prévias também encontram-se eventos de qualidade espalhados pela cidade, eventos de um bom nível, sem violência e muita diversão. Não gosta de desfile de escolas? Então vamos a outra modalidade. Gostaria de citar um carnaval muito popular na cidade de Diamantina, 270km de BH. O carnaval de Diamantina (como acontece com diversas outras cidades pelo país) é carnaval de rua, onde participa quem quer, e também paga quem quer. Há pessoas que pagam uma grana para ficar dentro de uma corda, para curtir a mesma música e ficar a menos de 1 metro de distância de outra pessoa que nada pagou. Então por que a afirmação que é festa pra rico? No próprio Rio de Janeiro onde temos o carnaval mais famoso do país, se vê blocos de rua, onde curte quem quer. E pra não deixar de citar Salvador, onde tem também blocos gratuitos, abertos ao público, com as mesmas bandas caras que ela cita mais ao final de seu comentário. Sobre o que ela fala dos pequenos comerciantes: Ninguém nunca afirmou que os pequenos comerciantes dependem do carnaval para viver, como ela fala em seu discurso. Mas eu deixo o seguinte questionamento: Se ela fala que não é bom, por que entra ano, sai ano, e lá estão os mesmos senhores e senhoras tentando dignamente fazer o seu “ganha pão” durante o carnaval? Pergunta para um pequeno empresário dono de um restaurante pequeno ou para um agente de viagens, ou quem sabe um dono de um barzinho na esquina se ele acha o carnaval ruim. Pergunta para o catador de latinhas se ele acha o carnaval ruim. Pergunte para o promotor de eventos, mesmo que autônomo, se ele acha o carnaval ruim. Pergunte para o proprietário dessa rede de televisão que a jornalista trabalha se o carnaval é ruim.
Depois generaliza novamente falando que o carnaval virou negócio, e dos ricos. Não sei se a Srta. tem filhos, ou se tem pais, ou marido. Mas todos os feriados e dias comemorativos são negócio. Essa é a lógica do mundo capitalista, se está insatisfeita, mude para Cuba, onde ainda existe um resquício do regime socialista-comunista. No dia dos namorados você não compra nada para seu acompanhante não? E no dia das crianças, será que não compra uma lembrancinha para as crianças da família? E no natal? Poupe-nos de tamanha hipocrisia.
Logo adiante ela demonstra preconceito com gosto musical. Afirma que no carnaval a suposta boa música é calada a força por hits do momento. Ponto de vista totalmente preconceituoso e sem embasamento. O que seria boa música? Isso é um conceito subjetivo. Quem somos nós para julgar se o que muita gente está gostando é música ruim? Só pela letra? Vivemos hoje um momento em que há muito preconceito musical. Se a música é boa ou ruim, só nós podemos saber nos tomando como referência, e não para uma opinião abrangente, levando isso para uma dimensão maior, como uma verdade absoluta. Todas as manifestações devem ser respeitadas. Não gosta? Não ouça, saia de perto, desligue o som, ligue sua música, se vire.
Ela retrata indignação com a quantidade de ambulâncias e polícia no evento. O que você sugere Srta? Que esses serviços públicos não estejam disponíveis numa festa que move multidões? Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Tem que ter para as festas e tem que ter para o dia a dia normal, fora das festas. O errado seria ter somente no dia a dia e não ter nos eventos, como parece sugerir a jornalista paraibana. Isso me lembra uma conversa que tive com um colega outro dia que disse que é um absurdo ter copa do mundo em um país como o Brasil, com tantos problemas sociais. Argumentei: O que tem a ver uma coisa com a outra? Tal evento, quem sabe, será uma grande oportunidade para, inclusive, ajudar o país a desenvolver em alguns pontos, para, quem sabe, ajudar a diminuir algumas das disparidades sociais que temos. Por que não? Se isso vai acontecer é outra história, mas caberia ao poder público trabalhar para isso. Grande parte do investimento nesses eventos como copa do mundo, olimpíada, e até no carnaval, virá da iniciativa privada, é bom dizer, só para lembrar.
Demonstra preconceito mais uma vez quando fala que carnaval é festa pra bêbado. Será que ela já fez uma pesquisa quantitativa para ter base empírica para tal afirmação leviana e sem embasamento algum? Pois eu mesmo sou testemunha e conheço muitas pessoas que curtem carnaval, vão pra rua, desfilam, saem em blocos e não ingerem uma gota de álcool sequer.
Diz que carnaval é bom para dono de trio elétrico, cervejaria e algumas bandas baianas. Quanto preconceito e reducionismo numa frase só. Mas ela se esqueceu de dizer que é bom também para a mídia, ramo do qual ela faz parte, isso para não citar outras dezenas de empresas que se beneficiam direta e indiretamente do carnaval.
Ela toca em um ponto importante ligado aos acidentes. Mas pergunto: Os acidentes são em decorrência do sexo, da bebida e da festa da carne? Acredito que uma ínfima parte sim. A outra parte está ligada a imprudência. Mas não é só no carnaval que acontece isso. Na semana santa também, no reveillon, no natal e outros feriados também. Imagina quantas pessoas se acidentam indo rezar em Aparecida do Norte no feriado do dia 12 de outubro? Imagina quantos acidentes acontecem durante o São João no Estado da jornalista quando pessoas saem de diversas cidades para ir para Campina Grande, no interior da Paraíba? Faça uma pesquisa com os comerciantes de Campina Grande se eles gostam ou não do período do São João, que dura perto de 1 mês. Ela fala das possíveis meninas que ficam grávidas durante o carnaval, e o governo gastaria milhões com curetagem dessas moças que teriam praticado tal ato de forma impensada. Vamos falar sério não é? Agora a culpa é do carnaval? Não é dos pais não? A menina engravida e a culpa é da festa. Isso me lembra o camarada que passa mal porque tomou uma caixa de cerveja, e um pastel, e coloca a culpa no pastel... dureza. Mesma coisa vale para o argumento sobre as possíveis DST’s.
Não conheço a Jornalista, nem sei de que emissora ela é. Mas gostaria apenas de fazer um contraponto a seus pontos de vista, pois acredito que ela tenha feito uso de um discurso frágil sem embasamento, porém com palavras fortes e que vai ao encontro de muita gente que usa de falso moralismo para defender tal ponto de vista. Sou adepto da alegria e não recrimino nenhum tipo de manifestação que faça o ser humano ser feliz, mesmo que seja durante apenas 4 dias em um ano.
Não gosta do carnaval? Simples, não participe, mas não queira melar a festa das pessoas que gostam e que usam dessa época do ano como oportunidade para extravasar um pouco de suas emoções, sejam elas boas ou ruins. Não cabe a ninguém julgar, muito menos pessoas que não conhecem nada de tal assunto.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Política: Um ponto de vista.
Hoje em dia é normal nas rodas de bate-papo você ver pessoas que declaram em alto e bom tom que detestam política. É cada vez mais incomum você ver nas reuniões de amigos e de família pessoas discutindo política, e quando alguém traz o assunto, as vezes é taxado de "chato".
O que muita gente não sabe é que na verdade o que elas não gostam, não é de política. O que causa desconforto nas pessoas é a corrupção, a política suja, alguns personagens políticos, ou seja não gosta mesmo é das disfunções da política.o termo política é derivado do grego antigo "politeía", que indicava todos os procedimentos relativos à "pólis", que significava cidade-estado, ou sociedade, comunidade. Os homens se
reuniam na "ágora", espécie de praça onde era construído o processo de tomada de decisão sobre os rumos e os caminhos que melhor agradava a coletividade, diante dos instrumentos democráticos da época.Não distante disso, mas em contextos diferentes, hoje em dia fazemos política em diferentes escalas, seja macro ou micro. Podemos citar por exemplo quando um grupo de amigos senta numa mesa de bar e passa a discutir para onde vão nas próximas férias. Vencerá aquela proposta que mais agradar a todos, ou pelo menos a maioria. Isso não deixa de ser um procedimento político.
Sempre achei que a vida em sociedade é demasiada complexa e conflitante, e quando se faz opção por um melhor caminho para mediar essas situações, exerce-se um ato político. Ou seja, pelo menos em teoria, trata-se resolução de problemas por meio de instrumentos democráticos.
Para relembrar, como Aristóteles dizia: "O homem é um animal político". Não há como ser desligado totalmente dessa realidade, a partir do momento em que somos seres sociais e culturais, e interagimos uns com os outros. No entanto, embora sejamos seres que participam desse meio que nos altera e nos constrói, é importante dizer que apesar das influências do meio externo, todo ser tem sua individualidade e deve sempre responder pelos seus atos, como pensava Russeau.
É com tristeza que hoje acompanho o descaso que grande parte da sociedade, sobretudo os mais jovens, tratam a política. Me lembro quando fiz 16 anos, e fui no outro dia correndo ao Tribunal Regional Eleitoral de minha cidade para fazer o meu título de eleitor. A partir daquele dia eu podia exercer o grande ato de cidadania, que era escolher as pessoas que iam tomar as decisões por mim, sobre os rumos de minha cidade, estado e país.Quando eu vejo o quanto que a política pode ser usada para o bem, fico me perguntando: Será que, apenas como exemplo, os mais de 500 deputados federais que estão lá no Congresso Federal tem consciência de suas obrigações? Será que parte deles sabem que se praticarem atos ilícitos, podem na verdade estar tirando a merenda escolar que é a única alimentação digna que algumas crianças podem ter no interior do Brasil?
Não sou do tipo que acha que "todo político é corrupto". Acho sim que temos boas pessoas, com boas intenções e fazendo trabalhos importantes em cargos eletivos espalhados pelo país, mas o problema é que um quantitativo expressivo de cidadãos podres estão cometendo um grande desserviço para a nossa sociedade, fazendo a política cair em descrédito ainda maior a cada dia.
sábado, 13 de setembro de 2008
Colação de Grau: Ato solene?

Existe uma frase que fala: O respeito de um vai até onde começa o do outro. Ninguém tem direito de invadir o momento do outro. Quantas vezes não vemos em colações determinados convidados de alguns formandos se exaltarem e ficarem gritando o nome ou o apelido da pessoa, inclusive em momentos que isso não é para acontecer? quinta-feira, 11 de setembro de 2008
11 de Setembro - 7 anos depois
A nossa primeira sensação foi sentir revolta diante de tal fato. Sentir ojeriza dos terroristas que por meio dessa ação tentaram mostrar para os EUA que eles não eram tão poderosos assim, e que se quisessem, bastava uma dúzia de obstinados fanáticos com dinheiro no bolso para causar um estrago de proporções inimagináveis.
Mas você já parou pra pensar em quantas vidas inocentes os EUA, por meio de sua política, tiram de pessoas inocentes todos os dias ao redor do mundo? Agora, muito provavelmente enquanto você lê esse blog, algum soldado americano com certeza está chutando a cara de algum iraquiano que estava em casa tranquilamente lendo ou fazendo sua prece diária. Ou quem sabe molestando alguma afegã em Cabul que suplica em árabe pra ele não fazer isso, mas o soldado "I don´t give a damn", porque ele não entende o que ela está falando. Mas vamos ser mais criativos, quem sabe não tem uns dois ou três soldados batendo fotos de presos nus na prisão em Cuba, e rindo comos se aquilo fosse a coisa mais engraçada do mundo?
Pois é... isso está acontecendo agora. E essas pessoas são pais de família. Muitas vezes abusadas e ridicularizadas em frente seus filhos, por soldados que parecem mais o exterminador do futuro, com armas de última geração, e óculos que até enxergam através da parede.
Mas agora é o mais trágico. Se você me perguntar se é culpa dos soldados, vou te dizer que não. Porque esses seres já estão totalmente sem noção do que andam fazendo, porque o cowboy americano os mandou pra lá pra encontrar "armas de destruição em massa", mas acabou foi encontrando o tão querido petróleo.Fonte da figura: http://portuguesbrasileiro.istockphoto.com/file_closeup/industry/6374982-oil-prices.php?id=6374982

O Início
Fonte da imagem: http://www.tiras.blogger.com.br/2004_10_24_archive.html- Nome: Bruno Marcio Scarpelli Reis
- Idade: 30 anos
- Escolaridade: Mestre em Meio Ambiente e Turismo.
- Cidade: Belo Horizonte e Santa Luzia, mas me considero um cidadão do mundo. Já conheço bastante coisa no Brasil e fora.





